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5 Jogos Educacionais para Ensinar Programação de Forma Divertida às Crianças

Aprender programação vai muito além de digitar códigos. Quando crianças aprendem a programar, elas desenvolvem o raciocínio lógico, a criatividade e a capacidade de resolver problemas, habilidades essenciais para lidar com os desafios do mundo digital.

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) reconhece essa importância ao incluir a área de Computação na Educação Básica, destacando o pensamento computacional como uma das competências fundamentais. Isso significa incentivar os estudantes a compreender como a tecnologia funciona e a criar soluções por meio dela, não apenas usá-la.

Os jogos educacionais são uma ótima maneira de iniciar esse aprendizado. Eles transformam conceitos de programação em desafios interativos e divertidos, permitindo que as crianças aprendam experimentando, testando e corrigindo seus próprios erros.

Por isso, selecionamos cinco jogos gratuitos que ajudam as crianças a aprender programação de forma leve, prática e cheia de descobertas. A ideia é compartilhar essas sugestões para que professores possam utilizá-las em sala de aula como apoio às atividades de computação e robótica, ou para que pais apresentem aos filhos uma forma divertida e educativa de conhecer o mundo da programação.

Code.org

O Code.org é uma das plataformas mais conhecidas para introduzir crianças ao mundo da programação. Usando personagens famosos de filmes e animações, como Frozen e Angry Birds, o site apresenta desafios em blocos que ensinam lógica e sequência de comandos. É intuitivo, gratuito e indicado para crianças a partir dos 6 anos.

Figura 1 – Plataforma Code.org

Robocodo

No Robocodo, as crianças aprendem os princípios da programação ao ajudar um o Robocodo Cat a completar diferentes missões. Cada desafio apresenta conceitos como sequência, lateralidade, repetição e correção de erros de maneira visual e intuitiva. O jogo é colorido e ótimo para quem está dando os primeiros passos no raciocínio lógico e na lógica de programação.

Figura 2 – Plataforma Robocodo

Run Marco!

No Run Marco!, o jogador ajuda o personagem principal a explorar diferentes mundos usando instruções de programação. Cada fase traz novos desafios que trabalham conceitos como lógica, sequência e condições. O jogo é totalmente em português e combina aventura com aprendizado, tornando a programação algo leve e divertido.

Figura 3 – Plataforma Run Marco!

Lightbot

Lightbot é um clássico entre os jogos de programação. O objetivo é fazer com que um pequeno robô acenda luzes em locais específicos, usando comandos de movimento. Durante o processo, as crianças aprendem sobre sequência de comandos, funções e repetições. É um jogo visual, intuitivo e bastante envolvente para crianças a partir dos 8 anos.

Figura 4 – Plataforma Lightbot

Blockly Game

O Blockly Games, desenvolvido pelo Google, é um conjunto de minijogos criados especialmente para ensinar programação de forma gradual e divertida. A cada fase, as crianças aprendem novos conceitos, começando com instruções simples e avançando. Tudo é feito com blocos de comando coloridos que podem ser arrastados e encaixados, facilitando a compreensão da lógica por trás do código. É uma ótima ferramenta para desenvolver o pensamento computacional e a autonomia dos estudantes.

Figura 1 – Plataforma Blockly Game

PARA APLICAR EM SALA DE AULA

O uso desses jogos em atividades escolares está alinhado às competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o componente de Computação. Eles contribuem para o desenvolvimento do pensamento computacional, estimulando a resolução de problemas, o raciocínio lógico e a criatividade.

Entre as habilidades que podem ser trabalhadas, destacam-se:

EF15CO02: Construir e simular algoritmos, de forma independente ou em colaboração, que resolvam problemas simples e do cotidiano com uso de sequências, seleções condicionais e repetições de instruções.

EF15CO04: Aplicar a estratégia de decomposição para resolver problemas complexos, dividindo esse problema em partes menores, resolvendo-as e combinando suas soluções.

Esses jogos podem ser inseridos em momentos de prática em laboratório, atividades em grupo ou estações de aprendizagem, permitindo que os alunos explorem os conceitos de forma autônoma e colaborativa. O professor pode propor desafios progressivos, estimular a troca de estratégias entre os grupos e incentivar a reflexão sobre o que foi aprendido em cada etapa.

Bacharel em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica, mestra em Engenharia Industrial e especialista em Docência com ênfase em Educação Inclusiva. Atua no setor de Desenvolvimento de Produtos na Casa da Robótica. Editora chefe e articulista no Blog da Robótica. Fanática por livros, Star Wars e projetos Maker.

Carol Correia Viana

Bacharel em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica, mestra em Engenharia Industrial e especialista em Docência com ênfase em Educação Inclusiva. Atua no setor de Desenvolvimento de Produtos na Casa da Robótica. Editora chefe e articulista no Blog da Robótica. Fanática por livros, Star Wars e projetos Maker.

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